segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Aldeia Nativa - Xamanismo em Minas Gerais



CAMINHAR EM BELEZA - A ESSÊNCIA DA PRATICA XAMÂNICA


Depois de uma caminhada vivencial com práticas de xamanismo, na Serra do Cipó, um participante compartilhou comigo sua experiência - disse que não tinha idéia do quanto aquela simples atividade o tocaria e o faria refletir sobre suas posturas na vida. Depois me perguntou – Porque as pessoas não praticam o Xamanismo, já que essas práticas nos fazem tanto bem?

O que experimentou o participante na caminhada é comum a outras pessoas, que também vivenciam mudanças internas importantes com a prática do Xamanismo.

O tema se tornou popular nas últimas décadas, objeto de interesse, curiosidade e ao mesmo tempo estranhamento.

O xamanismo existe há milhares de anos. Há registros na Sibéria, América do Sul, América do Norte, China, Índia, Tibete, África e Austrália, em épocas remotas. No entanto, suas práticas foram negligenciadas pelo modelo mecanicista de ciência presente em nossa cultura até o século XX que concebeu o homem como criatura confinada à função corporal e cerebral.

Mas o que há de tão especial em suas práticas?
A resposta a esta pergunta está na possibilidade de desenvolvimento integral que o Xamanismo encerra. O Xamanismo percebe o ser humano em sua totalidade, englobando os aspectos físicos, energéticos, emocionais, mentais e espirituais, integrado à natureza, que é sentida e respeitada como sendo uma única família, a família do Grande Espírito.

Esta visão sistêmica coincide com o paradigma moderno da ciência contemporânea que considera nossa natureza como multidimensional e nos coloca como redes de complexos campos de energia em contato com o sistema físico e celular.

O Xamanismo é uma prática altamente integrada e holística com modelos e ferramentas de crescimento pessoal e grupal com métodos de cura de altíssimo nível de eficácia, o que explica o crescente interesse de pessoas, profissionais e até mesmo organizações que se voltam para elas na busca de equilíbrio, bem estar, desenvolvimento espiritual. Até os mais modernos treinamentos empresarias tem sofrido a influência destas práticas, é o caso dos treinamentos o ar livre, com praticas vivenciais que usam modelos de crescimento pessoal e grupal muito parecidos com algumas propostas xamanísticas de contato com a natureza.

Em 1985, foi criado nos EUA um grupo intercultural de pesquisas entre cientistas americanos e pajés hopi para tentar compreender como a ciência hopi conseguia curar cânceres quando a tecnologia americana tinha fracassado. (Patrick Drouot).

As práticas xamânicas proporcionam um contato real com um rico e profundo universo subjetivo, com a possibilidade de aumentar nossa energia disponível e poder pessoal trazendo força, vitalidade, equilíbrio, bem-estar, saúde e paz para vivermos melhor nossa aventura pessoal.

Basicamente o que se busca alcançar com a prática do Xamanismo é uma mudança de consciência que abre novas portas de expressão, expansão, cura e bem estar.

Cada cultura nativa desenvolveu, no entanto, seus próprios métodos para ampliação da consciência. Na visão xamânica da Tradição Nativa Americana, conhecida como Caminho Vermelho, tudo aquilo que cura o corpo, a mente e o espírito é considerado Medicina. Cura significa tudo que ajuda o indivíduo a se sentir mais integrado e harmonizado consigo mesmo, com a natureza e com todas as formas de vida. Para encontrar a cura de um desafio ou problema pessoal, os Ancestrais poderiam usar as Jornadas Xamânicas, espécie de meditação conduzida ao som de tambores, Resgate de Alma, que utiliza os dons intuitivos do Xamã para dissolução de bloqueios energéticos, Temaskal, uma espécie de sauna de purificação conduzida de forma ritualística, Contação de Histórias de sabedoria, danças, rituais, ou ainda caminhadas pelas florestas e montanhas em busca de indicações ou sinais da natureza que pudessem auxiliá-los na cura.

No Xamanismo Mexicano, ou Tolteca, que ficou conhecido pelas obras de Carlos Castanheda, os estados ampliados de consciência são atingidos pelos Passes Mágicos, uma série de movimentos corporais que ampliam a energia de quem pratica; pela recapitulação, uma espécie de meditação e pela espreita na qual os praticantes observam seus comportamentos na tentativa de modificar seu estado de energia.

O Xamanismo brasileiro rico em conhecimentos ligados à flora amazônica influenciou seitas como o Daime, a UDV, etc. Apesar de muitas pessoas ligarem Xamanismo ao uso do Ayuasca, na verdade esta prática está presente apenas no Xamanismo Brasileiro, oriundo dos povos das florestas.

Cada povo nativo, com seus diferentes métodos busca restabelecer os laços com nossos Guias ou Auxiliares de Cura.

Qualquer pessoa pode também se beneficiar desta antiga sabedoria. O Xamanismo atual, ou Neo xamanismo pode ser definido como a capacidade natural humana de abrir-se a outro tipo de consciência, de entrar em contato com outras realidades, outros reinos de consciência como, por exemplo, a consciência das plantas, dos animais, das forças da natureza, dos guias e ancestrais, do Grande Mistério. Um Xamã percebe a grande teia da vida e interage com ela. Procura modificar sua energia, ampliando-a, sem medo de descer ao seu inferno pessoal para transmutá-lo e integrá-lo. É por esta razão que o Xamanismo é uma prática de profundo auto-conhecimento e integração.

Este é convite a quem quiser aventurar-se neste conhecimento milenar. Mesmo em nosso mundo agitado de hoje é possível encontrar esse Caminho de Cura, se o buscador se dispuser a ler e a entender os sinais da natureza, entendendo que nós também somos natureza. Este é o papel do xamanismo hoje. Ajudar as pessoas a se reconectarem com aquilo que elas têm em si mesmo que as auxilia no processo de equilíbrio e transformação da consciência.

Foi por esta razão que meu amigo conseguiu perceber, na caminhada, algo que há muito vinha lhe incomodando. Ele se abriu para outro tipo de consciência e como dizem os ancestrais do Caminho Vermelho, do Xamanismo Norte Americano, ele conseguiu naquele instante, “Caminhar em Beleza” e seu problema foi então, visto sob outra perspectiva.

Denise Mascarenhas
Guardiã da Aldeia Nativa
Estudiosa das Culturas Ancestrais do Caminho Vermelho
www.aldeianativa.com.br – 8733 9301


domingo, 23 de setembro de 2012

Os Escoceses



Os escoceses (em gaélico escocês: Albannaich; em inglês: Scottish people ou Scots) são os membros de um grupo étnico indígena da Escócia. Historicamente surgiram de uma mistura de povos celtas como os pictos, os gaéis e os britãos.
Atualmente o termo se refere a qualquer indivíduo nascido na Escócia, ou que tenha ligações genéticas ou origens familiares naquele país. O termo latino Scotti originalmente se referia a uma tribo gaélica específica, do século V, que habitava a Irlanda.
Embora seja tradicionalmente considerada uma forma arcaica ou pejorativa, o termo Scotch também é utilizado para se referir ao povo escocês, embora principalmente fora do próprio país.
Diversas pessoas de descendência escocesa vivem em outros países; a emigração, influenciada por fatores como as Highland e Lowland Clearances, a participação escocesa no Império Britânico e, posteriormente, o declínio industrial e o desemprego, fizeram com que os escoceses se espalhassem pelo mundo.
Grandes comunidades escocesas habitam terras do Novo Mundo, como as Américas do Norte e Sul, Austrália, Nova Zelândia. A maior população de descendentes de escoceses no mundo se encontra nos Estados Unidos, seguido pelo Canadá; estes imigrantes levaram consigo a língua escocesa e a cultura de seu país.
O próprio território da Escócia presenciou diversas migrações e a chegada de diferentes povos nos diferentes períodos de sua história. Os gaélicos de Dál Riada, os pictos e os britões tinham seus respectivos mitos de origem, assim como a maior parte dos povos europeus da Idade das Trevas.
Povos germânicos como os anglos e os saxões começaram a chegar no país no início do século VII, enquanto os nórdicos colonizaram diversas regiões da Escócia a partir do século VIII.
Na Alta Idade Média, a partir do reinado de Davi I da Escócia, inciou-se alguma migração vinda da França, Inglaterra e dos Países Baixos; diversos sobrenomes tradicionais escoceses, incluindo Bruce, Balliol, Murray e Stewart, chegaram no país neste período.


Por que os escoceses usam "saia"?

Por Fred Linardi

Para começar, não é exatamente uma saia - ai de você se chamar o kilt de saia na frente de um escocês! No final do século 14, ele já era usado pelo povo gaélico, que vivia na Irlanda.
Com a migração dos gaélicos para a região úmida e chuvosa das Highlands, no norte e no oeste da Escócia, o aparato foi adotado pelos escoceses da região. Os kilts serviam para a proteção contra a umidade e o frio típicos de lá. O tecido era feito de lã escovada, que impermeabilizava a água. Naquela época, a peça única era presa ao corpo, como um tipo de manto. É aí que está a origem do nome "kilt", que, na antiga língua falada na Escócia, significa o ato de "prender uma roupa no corpo".
O tipo de xadrez do kilt (chamado de tartan) mudava de estampa de acordo com o clã daqueles que o usavam. A peça atual, em formato de saia, é criação escocesa e só passou a ser usada a partir do século 18. No século seguinte, foi adotada como símbolo de identidade nacional e hoje é vestida por cidadãos escoceses e de outros países, como Inglaterra, em ocasiões diversas, como festas formais, eventos da moda ou pela platéia de jogos esportivos.

sábado, 15 de setembro de 2012

Grandes Tribos, Grandes Chefes


Os Sioux ou Dakota eram a mais numerosa e poderosa tribo do oeste da América do Norte, separados no entanto por várias subdivisões.
Os Sioux Santee viviam nas florestas de Minnesota e, durante alguns anos, foram recuando no seu território face ao avanço para oeste dos “Cara-Pálidas”. Corvo Pequeno dos Santee Mdewkanton, depois de ser levado a uma viagem pelas cidades do leste, convencera-se de que não poderia haver resistência ao novo poder militar dos Estados Unidos.

Wabasha, outro chefe dos Santee, também aceitara o inevitável mas, tanto ele como Corvo Pequeno estavam determinados, após um 1.º Tratado, a se oporem a qualquer outra redução das suas terras.



Mais a oeste, nas grandes planícies, viviam os Sioux Teton, todos índios cavaleiros e completamente livres. Estavam bastante aborrecidos com os seus primos Santee das florestas por terem capitulado diante dos colonos. Mais numerosos e mais confiantes na sua capacidade de defender o seu território eram os Sioux Tetons Oglalas.

O chefe principal era Nuvem Vermelha, um astuto chefe que obteve grandes vitórias militares e políticas na sua luta contra o crescente avanço dos “Cara-Pálidas”.

Ainda muito jovem para ser guerreiro e chefe nessa altura, era Cavalo Doido, Crazy Horse, um inteligente e destemido adolescente Oglala. Quando herdou a chefia da sua tribo, tornou-se uma lenda. Foi o único chefe tribal que nunca perdeu uma batalha militar contra os “Casacos-Azuis”. Morreu assassinado aos 38 anos numa armadilha previamente montada pelos “Cara-Pálidas” com a colaboração de um renegado da sua tribo.


 Entre os Hunkpapas, uma divisão menor dos Sioux Teton, um jovem com apenas 25 anos, já conseguira grande reputação de caçador e guerreiro. Em conselhos tribais defendeu sempre a oposição radical a qualquer invasão dos “Cara-Pálidas”.

Era Tatanka Yotanka, Sitting Bull o Touro Sentado. Junto com Cavalo Doido fariam História em 1876 “chegando a roupa ao pêlo” ao poderoso exército norte-americano em Little Bighorn, infligindo-lhe uma das maiores derrotas militares da sua História.






Cauda Pintada era o principal chefe dos Sioux Tetons Brulé que viviam nas planícies do extremo oeste. Cauda Pintada era um vigoroso e bem disposto índio que gostava de festas alegres e índias bonitas… Adorava o seu modo de vida e das terras em que vivia mas estava disposto a negociar para evitar a guerra. Os Tratados de Paz negociados nunca foram cumpridos pelos “Cara-Pálidas”





terça-feira, 21 de agosto de 2012

O que nos contam os indios norte-americanos




Alguns mistérios da humanidade só podem ser revelados pelos índios

A origem de vários grupos nativos dos EUA é considerada pelos próprios como extraterrestre, pois suas culturas são fortemente influenciadas por ensinamentos transmitidos pelas “Nações das Estrelas”.
Os peles-vermelhas - como são chamados os índios norte-americanos – têm plena consciência de que os desastrosos acontecimentos em várias partes do mundo atual já haviam sido anunciados aos nativos através de antigas profecias de suas tribos. A mais importante delas é a que se refere à clara manifestação sobre a Terra das civilizações extraterrestres.

Standing Elk [Alce em Pé], líder místico da tribo Lakota, vê com apreensão o risco de colapso nos métodos financeiros mundiais, especialmente dentro dos Estados Unidos e das instituições religiosas. Floyd Hand, conselheiro espiritual da nação Oglala, fala das inundações, incêndios e terremotos, além da intensa seca e o aumento de mortes devido a má distribuição e a falta de alimentos.
Tudo isso já estaria previsto nas profecias indígenas, os fenômenos El Niño, La Niña e a morte de milhares de africanos todos os dias, seriam confirmações indiretas de tais previsões. Wambdi Wicasa [Homem Cervo], líder espiritual dos Dakota, vai mais longe e enfatiza que toda a Humanidade deveria ter recebido a mesma cultura dos povos indígenas, mas como isso não aconteceu, os homens das estrelas estarão coagidos, se necessário, a intervir para restabelecer o equilíbrio físico e espiritual do planeta.
Ele nos alerta para a entrada da Terra na Quinta Era, mas antes da dimensão espiritual, deveremos viver novas e diversas épocas. Holy Bull [Touro Sagrado], outro mediador dos Lakota, relembra as palavras pronunciadas em 1854 pelo líder Seattle, da tribo Suwamish, onde dizia que “a Terra era preciosa para Deus e maltratá-la seria desprezar seu criador, quem contaminava seu leito seria sufocado pelo próprio lixo, a Terra não pertencia ao homem, mas o homem à Terra e qualquer coisa errada que se faça, faz-se a si mesmo...”

No entanto, a humanidade, aprisionada em sua própria arrogância e ignorância, nem ao menos ouve estas palavras. Standing Elk explicou que o povo das estrelas está aqui para encorajar o crescimento espiritual do ser humano e que deverá acontecer uma aproximação de raças em direção à Terra, num período de grandes provas, mas seguido de mil anos de paz. Existem, todavia, entidades e forças que não desejam a revelação da verdade, mas os peles-vermelhas sabem que as previsões já estão acontecendo. Elk costuma declamar o que chama de a derradeira mensagem: “Depois que a última árvore tenha sido derrubada, depois que o último rio tenha sido envenenado, depois que o último peixe tenha sido capturado. Então, descobrirás que o dinheiro não pode ser comido.”
Censura e punições

O líder Lakota revelou que os chefes místicos de cada tribo (os remediadores) têm a capacidade de comunicar-se com entidades espirituais da Mãe Terra e com seres provenientes das estrelas. Este poder de transmissão constituiria uma séria ameaça para as instituições religiosas, econômicas e governamentais do planeta, pois civilizações do Universo estariam entrando em contato com os peles-vermelhas através de métodos espirituais, o que é abominado pelo governo norte-americano. Este é o motivo principal que induziu os donos do poder a considerar ilegal o credo das tribos Lakota e Dakota, banindo suas tradições culturais seculares. Os líderes espirituais eram punidos com severidade, chegando a ser condenados a mais de 30 anos de detenção caso fossem vistos ou se realizassem atos de prece às Nações das Estrelas durante as cerimônias tradicionais celebradas em sua língua original. Para cristianizar os “pagãos”, os EUA cortavam as rações de comida necessárias à sobrevivência dos nativos, impondo-lhes o modo cristão de viver. Com isso, impediam que sua cultura tradicional - que os leva a crer serem descendentes de extraterrestres - se alastrasse. As pessoas que se esforçavam para preservar seus ritos místicos e sua cultura eram privadas do fornecimento de comida por vários meses. Standing Elk declarou ainda que quem executava tudo isso eram, geralmente, chefes religiosos e não necessariamente autoridades do governo. A pesada censura valeu até o ex-presidente Jimmy Carter promulgar, em agosto de 1978, a Lei Ato para Liberdade de Religião, que dava aos nativos certa liberdade de terem suas próprias formas de religiosidade. Por estes motivos e pela tentativa do homem branco em explorar o conhecimento dos homens das estrelas apenas por interesses econômicos, os chefes espirituais indígenas decidiram manter a mais total discrição em relação aos seus conhecimentos cósmicos, informando aos seus descendentes somente o que fosse necessário para construção de sua alma.


Os Contatos

Elk citou variadas vezes, desde criança, que foi testemunha de observações de UFOs. Num desses casos, viu quatro esferas luminosas de cor verde sobrevoarem a área próxima ao Rio Missouri e, de dentro delas, saírem seres alienígenas. Em outra ocasião, teve oportunidade de ver bem de perto uma destas entidades. O extraterrestre vestia-se de branco, com cerca de 2,10m de altura e parecia um homem de origem caucasiana.

Contou também vários depoimentos por ele obtidos de outros líderes e, segundo suas pesquisas, existem no Universo inúmeras raças: As lendas dos Sioux falam de civilizações provenientes das Plêiades e dos sistemas estelares de Sírius e Órion. Um remediador dos Sioux relatou a Standing Elk um encontro que teve com um ser pertencente à raça por nós definida como Grays [Cinzas], durante um ritual de purificação e iniciação no interior de uma tenda. Outro detalhe diz respeito aos símbolos encontrados nos destroços da nave acidentada em Roswell. Segundo o líder Lakota, vários nativos estiveram próximos do local da queda e sensibilizaram-se com os mortos. Cada um daqueles criptogramas teria dois significados, um às lendas universais e outro às espirituais.

Floyd Hand, da nação Oglala, falou dos seres denominados de Avatares, que seriam figuras semelhantes aos mestres Jesus, Buda e Maomé. Seriam entidades de proveniência extraterrestre que assumiriam várias formas. A lenda da Mulher Bisão Branco é um exemplo. Ela sempre se manifestou aos peles-vermelhas em diversos momentos históricos, dando-lhes ciência de fatos que aconteceriam no futuro.

A história fala de um ser que apareceu em épocas antigas e que instruiu o povo através de conhecimentos universais e sua presença entre os índios veio a influenciar seus modelos de vida social. Explicou ainda que os indígenas da Terra provêm de sete diferentes raças extraterrestres.Muitos líderes espirituais nativos enfatizam a importância em se acreditar em UFOs. Harry Charger, ancião Lakota, disse que os irmãos estelares visitam a tribo há tempos e que ele se habituou desde pequeno com a idéia do homem não ser o único habitante do Universo. Charger contou ainda uma lenda sobre uma jovem e linda mulher, que apareceu a dois exploradores nativos e transmitiu seus valiosos ensinamentos espirituais. Um dos homens, no entanto, tentou seduzir a misteriosa fêmea e acabou morrendo. O outro, ao contrário, prestou respeitosa atenção e divulgou ao seu povo o conhecimento recebido. Steve Red Buffalo, da mesma tribo, explicou que seus antepassados provêm da constelação das Plêiades. Falou também do Chanupa, o cachimbo sagrado que simboliza a união da Terra e o céu.


O índio é um sábio no que diz respeito a UFO

Na cultura dos indígenas norte-americanos, cada raça do planeta representa um dos quatro elementos da natureza. A branca simboliza o fogo e a negra a água, os povos amarelos representam o ar e os vermelhos a terra. Wambdi Wicasa acredita que as quatro raças primordiais terrestres esqueceram-se de quais eram seus papéis e quais elementos representavam, cometendo graves erros e gerando a situação de degradação ambiental em que estamos vivendo. Preston Scott, da tribo dos Choctaw, narrou um encontro que teve com três seres quando escalava uma montanha próxima à aldeia. As criaturas lhe instruíram a ir para a terra dos Lakota, onde receberia lições espirituais para transmitir ao seu povo. Disse que, graças a esses ensinamentos, os Choctaw superaram o momento de crise pelo qual estavam atravessando e reencontraram o seu caminho. Também defendeu que os nativos do planeta sejam descendentes de povos extraterrestres. Scott contou ainda outra história, de um jovem índio que recebeu energia de um raio de luz, fazendo a indicação de que se tratava de uma nave. Para o povo Heyoka, antigo aliado dos Choctaw, tal acontecimento é visto como um tipo de batismo espiritual - nós, homens brancos, chamamos de abdução. Mais uma vez, percebemos a importância e a necessidade de uma revisão detalhada na história desses antigos povos - pessoas simples, que viveram sempre em comunhão com a “Mãe Terra”, nunca fizeram mal a ninguém e conheciam segredos cósmicos que nós, caras-pálidas, apenas agora começamos, timidamente, a notar.


terça-feira, 8 de novembro de 2011

MUSICAS INDIGENAS E CELTAS: A Era de Aquários

MUSICAS INDIGENAS E CELTAS: A Era de Aquários: O QUE NOS ESPERA NA ERA DE AQUÁRIO? Vanessa Tuleski Há algum tempo, você vem ouvindo falar a respeito da Era de Aquário. Provavelmente, e...

A Era de Aquários


O QUE NOS ESPERA NA ERA DE AQUÁRIO?

Vanessa Tuleski

Há algum tempo, você vem ouvindo falar a respeito da Era de Aquário. Provavelmente, escutou opiniões que, a partir desta Era, seremos mais evoluídos, que a humanidade entrará em uma nova fase, que acabarão todos os problemas que nos assolam. Seria isto verdade? Além disso, quando, afinal, começaria a tão falada Era de Aquário? Vamos tentar responder a estas duas perguntas através deste artigo.

Antes, é necessário entender o que é uma ‘era’. O pólo celeste (extensão imaginária do pólo terrestre) executa um movimento circular, de leste para oeste, que leva 25.794 anos (este número ainda não é um consenso entre os estudiosos) para voltar ao ponto de onde saiu. À medida que vai descrevendo este movimento, há um deslocamento em relação à constelação que marca o equinócio de primavera no Hemisfério Norte. Assim, há cerca de 2 mil anos, era a constelação de Áries que inaugurava o equinócio de primavera. Agora é Peixes que está lá. Breve, será Aquário (note que o zodíaco é percorrido de trás para a frente). Astronomicamente, portanto, a primavera no Hemisfério Norte está se iniciando com a constelação de Peixes, embora astrologicamente o signo que represente a primavera continue a ser Áries.

 Dividindo-se 25.794 anos por doze signos, podemos dizer que cada era astrológica duraria cerca de 2.149 anos. Agora vamos tentar responder à pergunta: a Era de Aquário já começou, e, se não, quanto tempo faltaria para ela começar? A resposta para esta pergunta é controversa. Há estudiosos que dizem que a Era de Aquário já começou, e outros acreditam que ela se iniciará daqui a cerca de 150 anos. Entretanto, embora haja discussões a respeito de quando a Era de Aquário irá de fato começar, a maioria dos astrólogos crê que estejamos em uma fase de transição entre a Era de Peixes e a de Aquário, ou seja, que ainda estejamos vivemos de acordo com todos os padrões da Era de Peixes, mas já mesclados com os desafios da próxima Era.

 É necessário entender um pouco o que é cada Era para que possamos falar da do que significa esta transição, e para onde estamos indo. Cada Era costuma ter símbolos que atingem a máxima importância durante a sua vigência. Assim, por exemplo, durante a Era de Touro (aproximadamente, entre 4000 e 2000 anos antes de Cristo), o touro foi adorado no Egito, representado como o boi Ápis e como o culto ao minotauro (criatura com cabeça de Touro e corpo humano). Na Era seguinte, Áries, o cordeiro surgiu em inúmeras manifestações religiosas (como Amon-Rá, o deus com cabeça de cordeiro, ou o mito do velocino de ouro).  E, na Era de Peixes, naturalmente o peixe se tornou o animal sagrado. Cada Era tem também seus ‘avatares’, que seriam figuras históricas que concentrariam todas as características que elas carregam. Moisés, por exemplo, que guiou o povo judeu através do deserto teria sido um avatar da Era de Áries, bem como Cristo teria sido um avatar da Era de Peixes. 

 Cada Era traz à tona todas as questões do signo que o representa, mas também do signo que se opõe a ele. Assim, por exemplo, a Era de Touro conheceu o represamento (Touro, signo do elemento Terra, relacionado a forma) das águas do Nilo (Escorpião, signo do elemento Água), e sabe-se que este fato teve fundamental importância no desenvolvimento da civilização egípcia. Foi nesta Era que surgiram as religiões ligadas à terra, e que o ser humano começou a se estabelecer, deixando de ser nômade. Conflitos de dominância e poder (típicos do eixo Touro e Escorpião) estiveram presentes durante toda esta Era.

  A Era de Áries foi caracterizada por guerras, disputas e pelo surgimento de deuses mais masculinos (Áries é um signo de polaridade masculina), em oposição às deusas que predominavam até então. Nesta época também se desenvolveram a cultura e as artes (Libra, signo oposto a Áries), e surgiu o budismo, uma religião tipicamente libriana, por pregar o ‘caminho do meio’.

 A Era de Peixes desloca a ação do Oriente para a Europa. O Cristianismo nasce junto com a Era de Peixes, e grande parte dos fatos estão relacionados com ele: desde a perseguição dos primeiros cristãos até o momento em que a Igreja Católica angaria um poder incalculável. Durante a Idade Média, a Igreja controla toda e qualquer forma de conhecimento, e seus preceitos exercem uma inflexível influência sobre as pessoas. É o auge da força da crença (Peixes), em que a ameaça não é tomar algo real da pessoa ou exercer outra forma de punição, e sim, condená-la a queimar eternamente no fogo do inferno (ativando a natureza impressionável inerente à Peixes). Porém, são os interesses mundanos (reflexos de Virgem, signo da Terra, de natureza material) que movem a venda de perdões (as chamadas ‘indulgências’) e outras benesses celestiais.

 A Era de Peixes também conhece as cruzadas religiosas, as ‘guerras santas’, e, igualmente, o trabalho dos jesuítas na difusão da sua religião. Ela é marcada por por um intenso fervor religioso. A filosofia da Era de Peixes (ainda que muitas vezes aplicada de maneira inteiramente distorcida) é a necessidade de redenção, salvação, superação da matéria e devoção a um ideal. O signo de Virgem, oposto a Peixes, também se manifesta nesta Era, quando traz o desenvolvimento da ciência, bem como os subprodutos disso, como o racionalismo excessivo, o ceticismo e o descarte de qualquer coisa que não possa ser comprovada e classificada nos moldes conhecidos. Virgem é também o signo ligado ao corpo, ao orgânico, ao animal, ao vegetal, e nunca a Terra, como um grande organismo, é tão ameaçada, ao mesmo tempo em que nunca o ser humano vai tão longe em sua capacidade de desvendar meticulosamente (Virgem) como cada parte do mundo funciona. Virgem é também o signo da manipulação e intervenção, e a Era de Peixes traz uma possibilidade sem precedentes de modificação do ambiente físico. De muitas maneiras, utilizamos mal esta possibilidade, dizimando espécies animais e vegetais, poluindo o planeta, e também criando um estilo de vida desvinculado de ritmos naturais, em que o endeusamento do trabalho (um dos temas de Virgem) e da vida produtiva em excessivo (gerando doenças físicas e psicológicas). Por outro lado, desenvolvemos remédios e soluções inovadores. Criamos inventos que nos abriram possibilidades. Hoje nós temos inúmeros confortos e facilidades graças ao interesse virginiano por soluções práticas.

 A era Peixes-Virgem contém uma profunda necessidade de significado, mesmo que, em muitos momentos, isto fique obliterado pela manipulação religiosa (Peixes) ou pelo materialismo (Virgem). Vivemos, no final da Era de Peixes, o chamado para a Era de Aquário. O desenvolvimento científico se acelera. Começam a surgir religiões e sistemas de crença mais baseados na força da mente e na crença de que também podemos ser deuses (um modo aquariano de pensar). Há um forte desejo por resolvermos nossas diferenças e sermos mais tolerantes e abertos, e por nos libertarmos de velhos condicionamentos que nos acompanham há milênios. Por outro lado, pensadores começam a imaginar um futuro feito por uma racionalidade tão fria que poderia simbolizar a ‘sombra’ de Aquário. Um mundo em que um sistema social fosse tão rigidamente organizado em prol do conjunto que chips fossem implantados no cérebro das pessoas, anulando suas vontades individuais e criatividade (as quais são simbolizadas pelo signo de Leão, oposto a Aquário). Um mundo com tanto poder de intervenção que praticamente poderíamos ‘fabricar’ um ser humano ao nosso gosto (com todos os perigos que isto embute). Um mundo em que a tecnologia (Aquário) fosse tão dominante que isto pudesse abrir espaço para terríveis formas de controle e centralização (reflexo de Leão), com a sufocação da liberdade (uma das necessidades aquarianas mais fortes).

 Na realidade, em todas as Eras houve dificuldade em se equilibrar os dois signos envolvidos. A humanidade passou boa parte da Era de Peixes tendo sua capacidade de análise e discernimento (simbolizada por Virgem) bloqueada por crenças impostas de cima para baixo. Quando, a partir do século XIX, o espírito científico começou a se desenvolver, daí foi Virgem que assumiu a supremacia. Descartou-se tudo o que não se podia explicar e iniciou-se um período de excessiva racionalidade e fragmentação, que resultou no surgimento em massa de doenças emocionais decorrentes da falta de conexão com algo maior (por que você acha que tantas pessoas se drogam no mundo?). 

 A Era de Aquário não é, portanto, uma Era que automaticamente vai nos conduzir a fraternidade, a um entendimento extraordinário de quem somos e do que o mundo é, a uma nova forma de organização, a uma descoberta sem precedentes de nosso poder mental e a um uso adequado dele. E por que não? Porque Aquário não é um signo melhor do que Peixes, assim como Peixes não é melhor do que Áries, assim como nenhum signo é melhor do que outro. Em cada Era, nós temos escolhas a fazer. A tecnologia, principal promessa da Era de Aquário, tanto pode nos levar a uma separação do nosso lado instintivo, tornando tudo excessivamente lógico e frio, como pode ser tão aperfeiçoada que nos leve a sanar os problemas que até agora criamos com o uso dela. A penetrante mente aquariana tanto pode nos levar a finalmente rompermos com antigos comportamentos danosos quanto nos trazer agitação, alienação e rebelião, sintomas já presentes atualmente. A Era de Aquário será, sem dúvida, caracterizada por uma grande mudança em relação às outras Eras, porque isto faz parte do símbolo de Aquário. Mas isto nos levará a um mundo realmente melhor? Afinal, quem tem razão: os intelectuais que prevêem um mundo frio, excessivamente racional e controlado, ou os místicos que falam em uma era de amor?

 O potencial da Era de Aquário seria para que nos víssemos como uma só raça (já que até agora nosso passatempo foi nos aniquilarmos mutuamente), e, a partir disso, nos uníssemos, sendo capazes, por esta razão, de avanços inimagináveis, e de criarmos um novo sistema de vida, que rompesse integralmente com o que de negativo vivemos até aqui. Uma Era de Aquário realmente avançada também não descartaria que viéssemos a realizar um intercâmbio com outros habitantes de outros planetas, seja através do desenvolvimento de tecnologias revolucionárias, seja porque finalmente estaríamos prontos para isto. Uma Era de Aquário ‘bem feita’ teria de ter presente os atributos positivos de Leão, como a valorização do indivíduo e da criatividade, do coração e do calor, para que a sociedade não se tornasse por demais fria, mecânica e lógica. O bem estar do indivíduo (Leão) teria de ser levado em consideração tanto quanto o bem estar do grupo (Aquário), pois um não pode predominar sobre o outro sem que isto gere desequilíbrios. Só que a Era de Aquário não vai trazer tudo isto ‘de bandeja’. Nós teremos de conquistar esta ‘promessa’ positiva que está embutida nela. Estaremos sendo chamados a escolher tanto quanto fomos em outras Eras. Por exemplo, a Era de Peixes poderia ter sido muito especial em termos de compaixão, abrandamento de nossas características mais destrutivas e agressivas, e não o foi. Ao invés disso, apareceu o lado negativo de Peixes, como a cegueira, a incompreensão e a histeria (as Santas Inquisições, por exemplo).

 Você talvez se pergunte o que pode fazer, como indivíduo, para que possamos realmente começar uma nova Era, um novo tempo, transpondo para o coletivo o potencial que já existe em indivíduos mais evoluídos, mas que nunca existiu em escala maior.  Simplesmente desenvolva o lado positivo de Aquário. Olhe mais para o coletivo. Interesse-se mais por ele. Não veja a sua vida como limitada apenas a sua casa e às pessoas próximas. Enquanto houver pessoas miseráveis e escravizadas no mundo mesmo o mais lindo recanto com a maior harmonia poderá ser atingido. Aquário quer dizer que todos somos um povo só. A hora em que nos virmos como o povo da Terra, que é por ela responsável, aí sim estaremos entrando em uma nova Era. Sem o desenvolvimento disso, a Era de Aquário será como todas as outras, até que resolvamos mudar. A escolha será de cada um de nós.


quinta-feira, 28 de julho de 2011

INDÍGENAS EM MINAS GERAIS





Não existe uma constatação segura a respeito da origem dos grupos indígenas de Minas Gerais. Mas segundo estudiosos, etnicamente, a maioria das tribos indígenas mineiras liga-se ao grupo Gê ou Tapuia. A este grupo pertencem os Aimorés e os Botocudos, estes subdivididos em tribos de Arañas, Giporoques, Potes, dentre outras. Os Aimorés habitavam as terras limítrofes de Minas, Espírito Santo e Bahia.

 Segundos estudiosos, os Botocudos viviam no litoral, mas foram expulsos pelos índios Tupis, indo para o interior. No século XVII inicia-se inimizade entre Botocudos e Portugueses, o que provoca grande massacre de tribos que viviam em Porto Seguro, Ilhéus, Espírito Santo, norte e nordeste de Minas. As tribos que sobreviveram foram expulsas para o norte e nordeste do país. No caso dos Botocudos foram para os Vales dos rios Jequitinhonha, Rio Doce, Mucuri e São Mateus.

 Os Botocudos eram índios ferozes que viviam em guerras constantes com outras tribos indígenas e com brancos invasores de suas terras. Há suspeitas de que algumas tribos eram canibais.

OPRESSÃO AOS ÍNDIOS

No Alto Jequitinhonha, região de Serro e Diamantina, onde predominava a mineração, os índios eram destruídos, como bem ilustra a novela "Acaiaca" de Joaquim Felício dos Santos, publicada em 1868, quando não podiam ser aldeados para fins de trabalho escravo.

No Médio e no Baixo Jequitinhonha os índios conseguiram refúgio por mais um tempo, através de condições geográficas e pastoris favoráveis, que facilitavam a sua resistência contra as agressões dos aventureiros e caçadores.

Mas no Médio Jequitinhonha nos primórdios do século XIX as autoridades determinam guerra aos indígenas através da carta régia de 13 de maio de 1808. Esse documento justifica "A guerra como justa" levando em conta as agressões indígenas aos colonizadores. A guerra, segundo a carta régia só deveria ter fim enquanto não fosse ocupada toda a região e patenteada a superioridade dos brancos. (MORENO, 2001; 62).


ÍNDIOS ARAÑAS




Os Aranãs, juntamente com os Nacnanucs, Pojichás, Jiporoques, Potés e outros, são tribos do grupo dos Botocudos. Os Aranãs habitaram os vales dos rios Urupuca, Surubim e Itambacuri, região atualmente formada pelos municípios de Água Boa, Malacacheta e Itambacuri.



Os Aranãs eram uma tribo considerada atrasada, sendo considerada extinta no final do século XIX. Até 1.862, eram oficialmente assentados às margens do Córrego Aranã, afluente do Urupuca. Em 1.873, consta que existiam alguns representantes dessa tribo juntamente a outros silvícolas catequizados no aldeamento de Itambacuri pelos capuchinhos Frei Serafim e Frei Ângelo. Até o final da década de 1.920 encontrava-se índios puros da tribo Aranã em Itambacuri. Atualmente seus legítimos descendentes residem nos municípios de Araçuaí, Coronel Murta, Virgem da Lapa, Ponto dos Volantes, Belo Horizonte, Juatuba, Itinga, Pará de Minas e São Paulo.
De acordo com o professor, natural de Malacacheta e residente em Capelinha, José Carlos Machado, "com a ferocidade do sangue botocudo nas veias, os Aranãs expulsaram as tribos mais mansas do Urupuca e Surubim e aí se estabeleceram. Mas não sobreviveram à luta com as tribos mais fortes na disputa por terras e alimentos. Além disso, o confronto com os colonos brancos e as doenças extinguiram completamente a tribo Aranãs."

O fato de a tribo Araña ter sido oficialmente apontada como extinta provocou atualmente sérios problemas para os seus descendentes. O grupo indígena antes conhecido pelas denominações Índio e Caboclo do Jequitinhonha iniciaram a uma busca pela sua identificação étnica  recentemente, datando do final da década de 1990. A preocupação começou após um grupo familiar da etnia Pankararu, originário de Pernambuco, ter migrado para a Fazenda Alagadiço, município de Coronel Murta, ocupando terra doada pela Diocese de Araçuaí, onde moram algumas famílias aranã.
O convívio com os indígenas de Pernambuco, que participavam do movimento e da luta pelos direitos indígenas, estimularam o desejo antigo do grupo de investigação sobre sua origem étnica.
Com isso o grupo começou a reivindicar ao Governo Federal o seu reconhecimento enquanto povo indígena Aranã.
Grande parte dos Aranã está na Fazenda Alagadiço. Alguns vivem do artesanato e da atividade agropecuária, e uma das marcas registradas dos indígenas é uma bebida de cor avermelhada, denominada "Xamego" (mistura à base de uma planta denominada "quiabinho").

MAXAKALI

Os índios Maxakali estão instalados no nordeste de Minas Gerais, entre os vales do Mucuri e Jequitinhonha. Estes são o símbolo da resistência entre os povos indígenas, visto que a mais de 200 anos de contato com os brancos resguardaram sua tradição. Ainda hoje, poucos índios falam o português, com o intuito de preservar sua língua.
As aldeias Maxakali ficam entre as cidades de Bertópolis e Santa Helena de Minas, e são divididas em duas áreas, a Água Boa e Pradinho, com área total de 5.293 hectares. Estes dois grupos são divididos em clãs, o dos Buenos, em Pradinho, e o da Noêmia, de Água Boa.
Os Maxakali enfrentam dificuldades decorrentes de sucessivas administrações autoritárias, o que se tem refletido nos graves problemas de embriagues, desajustes sociais e marginalização econômica. A Mata Atlântica que antigamente predominava na área Maxakali foi devastada por fazendeiros invasores, estando hoje coberta de capim. Outro problema é a resistência sistemática a casamentos interétnicos e a mudanças na organização social e no seu universo cultural.
Os Maxakali - palavra em língua desconhecida, aplicada pela primeira vez na área do rio Jequitinhonha - não podem ser identificados como um único grupo, mas como um conjunto de vários. A denominação decorre desses grupos se articularem politicamente como aliados e terem se aldeado conjuntamente, sobretudo após 1808, quando ocorreu a invasão sistemática de seus territórios e se ampliaram os conflitos com outros grupos, particularmente com os denominados Botocudos.


PANKARARU

O grupo familiar da etnia Pankararu, originário de Pernambuco (aldeia Brejo dos Padres, município de Tacaratu), vive na Fazenda Alagadiço, município de Coronel Murta. Eles ocupam uma terra doada pela Diocese de Araçuaí, onde moram algumas famílias Aranã.
Os Pankararu se espalharam por vários Estados brasileiros na década de 50, devido ao problema de seca, aos conflitos pela posse da terra e outras formas de agressão, resultado da construção da hidrelétrica de Itaparica no Rio São Francisco, que inundou a maioria das terras férteis da região.

O grupo familiar de Eugênio Cardoso da Silva e Benvinda Vieira migrou em busca de melhores condições de vida para Minas Gerais, onde durante quase 30 anos, conviveram com outros povos como os Krahô, Xerente, Karajá e Krenak, Pataxó. Com os Pataxó e os Krenak viveram durante 11 anos, estabelecendo laços  matrimoniais com estes.

Em 1994, participaram da Romaria dos Migrantes, no Vale do Jequitinhonha, e conseguiram sensibilizar a Diocese de Araçuaí externando o desejo de ter terra para desenvolverem sua vida. A Diocese de Araçuaí doou-lhes 60 hectares de terra pertencente à fazenda Alagadiço, para onde se mudaram em 12 de junho do mesmo ano.

Construíram no local a aldeia Apukaré, onde se dedicaram à agricultura e ao artesanato. Participaram de eventos culturais no Vale do Jequitinhonha, de cursos para facilitar seu processo de fixação naquela área, assim como de eventos promovidos pelo movimento indígena e movimentos populares, em nível estadual e nacional.

A fabricação de artesanatos são usadas tanto para enfeite pessoal, principalmente no momento do Toré e demais cerimônias, como para comercialização como meio de angariar recursos para sua subsistência. Na agricultura são produzidos principalmente feijão, milho e mandioca. Criam animais de pequeno porte como porcos e galinhas.

O grupo possui uma importante a cultura do Toré (dança religiosa), comum nas culturas indígenas do nordeste. Nesta dança são utilizados instrumentos como o maracá, as flautas e o apito de rabo de tatu. As mulheres, na cultura Pankararu, não participam da dança, tendo a função de canto.

Os Pankararu utilizam uma vestimenta confeccionada através de uma planta denominada croá para sua dança. Quem dança o Toré são os Praiás, entidades sagradas, seres encantados. Nas aldeias Pankararu há um lugar especial para essas entidades se prepararem para a dança. Esse lugar é denominado Poro e fica localizado no meio da mata.

Os Praiás são inúmeros. Cada um possui seu canto e sua história. O nome dado à aldeia (Apukaré) é o nome de um Praiá, que protege a caminhada do grupo de Eugênio e Benvinda.

Os Pankararu não vêm problemas em Ser católico e possuir uma crença indígena simultaneamente. O sincretismo religioso compõe sua realidade, da mesma forma que compõe a realidade de grande parte das populações indígenas no país. Acreditar em Deus e nos Praias, participar do ritual do batismo na igreja católica e realizar o ritual do “Menino no Rancho”, rezar o Pai Nosso e cantar para os Praiás é a forma dos Pankararu perceberem e compreenderem o mundo.

Com uma cultura muito marcante pelos cantos, danças, indumentária, festas e pinturas corporais, os Pankararu têm constituído um estímulo a outros grupos descendentes de indígenas no Vale do Jequitinhonha, no sentido de resgatarem sua origem e história, como vem ocorrendo com o povo Aranã.